Numismática
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Do grego Nomismatés, colecionador de Moedas ou Medalhas.

Antes o sistema de trocas, por mercadorias de valores equivalentes. Depois veio a moeda, que surgiu muito diferente da forma que conhecemos hoje.

Primeiro foram utilizadas mercadorias consideradas valiosas que tinham valores de troca estipulado. Como obviamente cada país tinha diferentes mercadorias tidas como valiosas diferentes foram as moedas que circularam por vários anos.

 

A Numismática ou o colecionismo de moedas ou medalhas, é um dos primeiros itens colecionados, antes destes objetos de troca de valores, temos registro de coleções de Esculturas, Quadros, Gravuras e Mapas. Assim como na Filatelia a Numismática oferece diferentes métodos de Colecionismo, por data, tema, país ou outras formas do interesse do colecionador.

O importante neste colecionismo é o contato com associações que se dedicam ao tema no Brasil temos por exemplo a Sociedade de Numismática

www.snbrasileira.com.br ou snb@snbrasileira.com.br O IPC é um espaço aberto ao colecionismo em geral mas coleções clássicas como: Pinacoteca, Filatelia, Numismática e outras amplamente estudadas respeitamos  a experiência de profissionais ou instituições centenárias. Preferimos neste caso indicar esta sociedade para maiores pesquisas sobre o tema.

Indicamos também  www.casadamoeda.com.br ou o a revista Clube da Medalha medalha@.com.br e onde tiramos o texto abaixo na íntegra.

 

Surgimento da medalha Brasileira

Os primeiros trabalhos de gravura numismática no Brasil datam do domínio holandês. As medalhas mais antigas foram cunhadas em Pernambuco em 1646. No entanto, a primeira medalha honorífica feita no Brasil foi à comemorativa de aclamação de d.João VI, que marca a fase inicial da medalhística  brasileira.

Gravada por Zéphirin Ferrez, que chegou ao Brasil com a Missão Francesa, a medalha é de 1820 e foi feita na Casa da Moeda.

A primeira peça numismática, produzida apenas em bronze, um ensaio feito para o Senado da Câmara do Rio de Janeiro, consagra a ascensão de d. João VI ao Reino Unido de Portugal e Algarves. Traz no anverso a efígie do rei descendente dos Bourbons, de perfil, e no reverso inscrição informando que esta medalha foi a primeira cunhada no Rio de Janeiro, o que confirma o surgimento da medalhística brasileira no começo do século 19.

Naquela ocasião  os gravadores da Casa da Moeda tentaram copiar os cunhos importados da Inglaterra com a efígie de d. João VI, mas não obtiveram êxito. Foi então que Zéphirin Ferrez, recém – chegado da Europa, iniciou a gravação da efígie real. Ele aportou no Brasil em 1817, Junto com seu irmão o escultor Marc Ferrex, e rapidamente foi aproveitado, devido ao seu virtuosismo técnico e grande habilidade na gravura.

A medalha teve tanto êxito que Zéphirin foi indicado para professor de gravura de medalhas da Academia Imperial de Belas –Artes, escola de artes inaugurada em 5 de novembro de 1826. O curso de gravura foi então oficializado. O ensino artístico, que antes não havia no Brasil, passa a ser organizado. O ensino artístico que antes não havia no Brasil passa a ser organizado e ministrado por estrangeiros que instalaram o neoclassicismo no Brasil.

O mesmo anverso executado por Zéphirin Ferrez, que apresenta o rei de Portugal em trajes majestáticos, aparece com outros reversos: do Senado Federal  e da fundição de Artilharia. O arquiteto francês Grandjean de Montigny, também integrante da missão de artistas, desenhou um dos reversos. A composição com o templo de Minerva e o busto de d. João VI, coroado pela deusa, é na verdade uma reprodução do templo que o Senado da Câmara erigiu no Rio de Janeiro para comemorar a coroação do rei em 1808.

Missão Artística Francesa

O desenvolvimento da arte de gravar medalhas no começo do século 19 com a vinda da família real para o Brasil, em 1808. É um período de grande progresso para a cultura brasileira, obstruída até então pela própria estrutura colonial. Além de reformular órgãos administrativos, d. João criou escolas de medicina na Bahia e no Rio de Janeiro, a Academia Real Militar, a Biblioteca Real, o Teatro Real de São João e a Imprensa Régia. É nesse momento que a gravura se estabelece e o ensino dirigido à formação dos artistas numismáticos se torna oficial.

Quando a corte portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro em busca da preservação do poder da nobreza ameaçada pela iminente invasão dos franceses e pelos últimos acontecimentos na Europa daquela época, uma série de medidas foi tomada para tornar a cidade mais aprazível aos nobres. Medidas administrativas e políticas são colocadas em execução para facultar ao povo brasileiro maiores possibilidades de expansão e melhoramento material e espiritual.

Através do arquiteto Grandjean de Montigny, os pintores Nicolas Antoine Taunay e Jean Baptiste Debret, do escultor Auguste Marie Taunay, do gravador Charles Simon Pradier e dos irmãos Ferrez, incorporados posteriormente ao grupo de artistas, artesãos e artífices franceses, irradiaram para o resto do país a estética neoclássica a partir do Rio de Janeiro.

Definitivamente instalada em 1826, a Academia Imperial de Belas Artes deu inicio às atividades. O primeiro diretor nomeado o professor de desenho Henrique José da Silva, pintor português. Vários artistas beneficiaram do ensino institucionalizado e a paisagem da cidade retratada pelos pintores documentava cenas do cotidiano. Um dos principais legados dos franceses foram às pinturas, desenhos e gravuras que registram cenas e personagens típicos do Brasil da época. Debret é o artista que mais sobressai na observação dos costumes da terra brasileira. As obras deixadas por Debret são verdadeiros documentos da gente brasileira do início do século 19. Sua pintura descreve tipos populares, as vestimentas e acontecimentos importantes. Debret relatou fatos sob a forma de imagens da sociedade, que são mais valorizados atualmente como documento do que pelo aspecto estético.

A Academia formou vários pintores. O alemão Augusto Muller, autor de retrato e Zéphirin Ferrez, estudou com Debret e é um dos pintores acadêmicos com influência marcante dos artistas franceses. Mas foi Manoel de Araújo Porto Alegre o mais brilhante aluno de Debret. Gaúcho, ele estudou com afinco Escultura e Arquitetura na Academia, sendo premiado em 1830. Praticamente todos os artistas daquele tempo sofreram forte influência do neoclassicismo