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Colecionismo
e Fórmula 1:
Foi no século XIX precisamente em 1894 que a competição
automobilística teve início, em Paris – Ruão – 120 Km, com partida
às 8h e chegada às 20 horas. Eram 27 concorrentes, os carros eram os “Mors”,
“Panhard”, “Dietrich”, “Bens”, “Fiat”, “Renault”, “Stutz”,
ou “Brasier” e levantavam tanta poeira que era difícil acompanhar a
corrida. Com muito barulho que mais parecia um pilão batendo dentro do tímpano
do ouvido humano, estas maravilhosas máquinas iam a velocidade de um bólide,
movidos por um ou dois cilindros. Cada carro tinha sua própria característica
porque era fabricado como peça única. Os Pilotos bem diferentes do que
hoje conhecemos saiam destas corridas cobertos de óleo e outros líquidos
dos pés as cabeças.
A atual fórmula 1 deve muito aos “Cobron – Brillés”,
“Clément-Bayards e outros, que trouxeram a evolução destas máquinas”.
Fantástica era a velocidade alcançada por estas velozes máquinas
com grandes esforços competidores como o conhecido “diabo vermelho”
chegava a 25 km/ por hora.
A partir de 1920, foi aplicado aos carros de corrida a
tecnologia adquirida na fabricação de aviões para a Primeira Guerra
Mundial de 1914 a 1918.
O grande invento da atual fórmula um teve início na competição
automobilística chamada as 24 horas de Lê Mans, em 1923, até ai, a
terminologia não imaginava aonde chegaria este evento que nesta época
ainda era visto com desconfiança e total insegurança até mesmo por
engenheiros fabricantes destas máquinas que andavam.
Nesta corrida Lagache foi um dos pilotos que se destacou
pilotando um modelo 3 por 1.
Um dos primeiros regulamentos dizia que: Os s carros devem
estar de acordo com um catálogo de uso corrente, salvo no que se
relaciona com as carroçarias, mas os catálogos não eram muito claros e
estas regras eram praticamente ignoradas. Estes carros na realidade não
passavam de um brinquedo permitido apenas a classes abastadas, o Brasil de
olho em tudo que vinha da Europa começa a se manifestar a principio de
forma tímida.
Desde
o início da primeira temporada do desporto do Grande Premio existem
determinados princípios que prevaleceram até aos nossos dias: já
naquela altura, os carros da Fórmula 1 eram construções que se montavam
sobre rodas somente com um objetivo – o da vitória! No início do
Grande Premio da era pós-guerra, tudo era determinado pela seguinte Fórmula
1 que o projetado de automóveis Ferdinand Porsche formulara mas que
jamais fora escrita: o carro de corrida perfeito é o primeiro a cortar a
meta e desfaz-se em peças logo a seguir. O fundo desta sabedoria filosófica
surpreendente é: se o bólide, depois de concluir o seu trabalho com
sucesso, ainda funcionar, o construtor terá de se sentir culpado por ter
sobre dimensionado alguns dos componentes.
Do ponto de vista retrospectivo, os carros daquela altura parecem não
servirem absolutamente para a tarefa, mas contemporaneamente aquelas
construções eram, à semelhança das do final da década de 90, obras de
tecnologia prodígia para voarem superficialmente compostas por chassis,
cockpit, carroçaria, motor, depósito, rodas – e nada mais! Os carros
de competição mundial da primeira geração tinham uma coisa em comum. O
motor era à frente. Contudo, a escolha do conceito do próprio motor já
era diferente. O regulamento autorizava «motores carregáveis» – as câmaras
de combustão podiam ser cheias com ar precomprimido através de um
compressor. A cilindrada dos «aspiradores» tradicionais era limitada a
4,5 litros e a capacidade dos grupos do compressor a 1,5 litros.
A construção típica do chassis era um bastidor tubular. O depósito era
montado atrás do piloto e formava a traseira do bólide. Os conceitos
correspondiam à tecnologia do final dos anos 30. Contudo, já se viam
vestígios da revolução neste sector, há muito esperada. Por falta de
fundos, a construção orientadora do Cisitalia-Porsche 360 com o motor no
centro não foi desenvolvida até à perfeição que lhe permitisse
participar em competições.
Como equipa mais forte cristalizou-se logo à primeira a Scuderia da Alfa
Romeo que tinha contratado como pilotos os três «Fa»: Dr. Nino Farina,
Juan Manuel Fangio e Luigi Fagioli. Este trio vencia como queria e Farina
e Fangio foram os primeiros campeões na história da Fórmula 1. Foi só
em 1951 que a Alfa sofreu a primeira derrota quando em Silverstone, o
piloto argentino da Ferrari, Froilan González, conseguiu o primeiro
lugar. Este sinal da «mudança de guarda» não alterou em nada a posição
hegemônica do parceiro fornecedor de combustível e de lubrificante:
fornecendo tanto a Alfa Romeo como a Ferrari, a Shell fornecia as duas
melhores equipas e venceu todos os títulos mundiais entre 1950 e 1953.
A construção que certamente fora a mais interessante do início dos anos
50, foi o ineficaz BRM britânico cujo conceito ousado não foi concluído
até à perfeição desejada, devido à falta de fundos. Ao construir o «carro
de corrida nacional», os Ingleses apostaram no clássico chassis tubular
com um eixo traseiro De-Dion. O motor era de 1,5 litros com 16 (!)
cilindros. Teoricamente, este pacote de força deveria desenvolver uma potência
de 615 PS a 12.000 rpm. Contudo com 525 PS a 10.500 rpm não se conseguiu
o objetivo ambicionado uma vez que, entre outros – não se substituiu o
carburador da Firma SU pelo dispositivo injetor que se havia planeado.
Apesar disto, a potência dos eficazes Alfas 158 e 159 foi excedida em
mais de 100 PS! O único defeito do sensacional BRM tipo 15 foi: a inflação
à «Fórmula 1» de Ferdinand Porsche – o BRM desfez-se logo em peças
muito antes de chegar à meta...
Devido aos enormes problemas térmicos, os motores, sobretudo aqueles com
compressor, não podiam funcionar com gasolina tradicional. Uma vez que o
regulamento permitia a livre escolha de combustível, os especialistas da
Indústria Petroleira misturavam-lhe uma grande percentagem de álcool
para o arrefecer.
Nas competições de 1952 e 1953, o Campeonato Mundial de Pilotos foi
efetuada em carros da Fórmula 2 com motores de até 2000 cm3. Tal como
antes a Alfa Romeo, agora era a Ferrari que dominava o Grande Prémio com
os tipos 500 e 553. Alberto Ascari pilotava os pequenos carros de vitória
em vitória. Em 1952 o italiano triunfou seis vezes e foi campeão. No ano
em que defendeu o título com grande sucesso, foi ele o primeiro a cortar
a meta cinco vezes. E a sua propulsão: produtos da Shell. Devido à sua
pequena cilindrada, o motor Ferrari de quatro cilindros não atingia mais
que 190 PS e isto era praticamente o limite daquilo que era possível
fazer. Foi só a Maserati que conseguiu aumentar mais a potência do
motor. Com quase 200 PS, os motores de aspiração alcançaram um novo
recorde mundial o romperam a «barreira» dos 100 PS por cada 1.000 cm3.
No sector dos chassis, os construtores continuavam ao nível antigo e também
prestavam pouca atenção à aerodinâmica.
Com a temporada de 1954 iniciou-se a Fórmula dos 2,5 litros ou seja, a
fase em que, no campo tecnológico, a Fórmula 1 deu três importantes
passos para frente, sendo os responsáveis as equipas da Mercedes, da
Connaught e da Cooper.
Os alemães estrearam-se na cena do Grande Prémio com uma vitória dupla.
Juan Manuel Fangio venceu pouco à frente de Karl Kling. Até ao final das
competições do ano seguinte, a Mercedes participou 11 vezes e ganhou
outros oito Grande Prêmios. Fangio foi campeão em 1954 e em 1955.
Fangio que já em 1951 fora campeão mundial com um Alfa Romeo, foi
convencido a mudar por Alfred Neubauer, o legendário Diretor de Corrida
da Mercedes, que se servira de todos os truques para o convencer. Quando
«Dom Alfredo» o convidou a ir à Alemanha para negociar o contrato, não
poupou a caixa da firma e reservou um quarto com casa de banho num hotel
para a superestrela Argentina! Os pilotos do Grande-Prémio de hoje
certamente que desconhecem que antigamente havia quartos sem casas de
banho.
Os eficazes motores da Mercedes tinham oito cilindros e um dispositivo de
injeção direta. Já se contavam os dias dos motores com carburador ainda
que o sistema Bosch de injeção direta mais tarde viesse a ser substituído
por uma tecnologia mais refinada (injeção indireta por tubo de aspiração).
À semelhança dos motores atuais de Fórmula 1, os motores Mercedes
daquela altura também já não tinham molas de válvulas. As válvulas
eram atuadas forçadamente por meio de eixos excêntricos e de alavancas
de arrasto para assim evitar oscilações. O truque com o ar comprimido
somente viria à idéia da Renault depois de mais de 30 anos.
Todos os carros de corrida eram equipados com travões de tambor – do
ponto de vista retrospectivo: ao nível da Idade da Pedra. O triunfo dos
travões de disco foi iniciado em 1955 pela equipa britânica da Connaught
quando o dentista inglês Tony Brooks venceu o Grande Prémio de Siracusa
em Itália, uma competição sem status de campeonato mundial. Contudo a
substituição completa durou ainda alguns anos. Em 1958, durante um
treino para o Grande Prémio de Itália, os mecânicos da Ferrari
desmontaram os travões de disco dum carro desportivo de série – e
montaram-nos num bólide da Fórmula 1.
Em 16 de Julho de 1955 entrou uma inovação na Fórmula 1 que não fora
apercebida mas que viria a ser imbatível. Em Aintree, na Inglaterra,
surgiu um certo Jack Brabham. Este australiano pilotava um Cooper que
tinha um motor de 2,5 litros montado nas costas do piloto. A partir de
1959 o forte desta construção era tal que se deixou de utilizar, para
sempre, a construção com o motor à frente.
Até ao fim de 1957 era possível escolher o combustível livremente. A
Mercedes por exemplo apostava na seguinte receita: 45% de benzol, 25% de
álcool metílico, 23% de querosene, 3% de acetona e 2% de nitrobenzol. Os
2% restantes continuam sendo um segredo até hoje. Esta mistura brisante
reagia de maneira tão agressiva que era necessário tirar todos os restos
que ficavam depois dos treinos ou das competições e o motor tinha que
ser enxaguado com combustível tradicional. Sem esta medida de prevenção,
o motor danificar-se-ia durante a noite! De 1958 a 1960, depois da Indústria
Petroleira patrocinadora, sobretudo a Shell, ter exigido a utilização de
gasolina corrente no mercado, utilizava-se querosene com 130 OZ. Esta
medida destinava-se à proteção da saúde e ao transferimento mais
fidedigno do produto da Fórmula 1 para o adepto.
Já naquela altura uma boa idéia também não era nenhuma garantia para o
sucesso, como nos mostram dois exemplos da Itália. A Alfa Romeo
experimentava com um bólide de tração às quatro rodas e com o cockpit
atrás do eixo traseiro! Os colegas da Ferrari tinham um motor de 2,5
litros com dois cilindros (!) no banco de ensaio que prometia um inacreditável
momento de rotação mas pouca potência.
Os pilotos de outrora cultivavam virtudes tradicionais. Eram tão carretos
que lembravam o cavalheirismo da Idade Média. No ano de 1956 em Monza por
exemplo, Peter Collins – que estava a caminho da vitória – cedeu o
seu Ferrari durante a competição a Fangio, o seu colega de equipa. Foi
graças a este ato magnânimo que o argentino conseguiu o seu quarto título
de campeão mundial. Em 1958 depois do Grande-Prémio de Portugal, o
piloto britânico da Ferrari, Mike Hawthorn, devia ser desqualificado. Foi
precisamente o seu maior adversário ou seja Stirling Moss, que com um
falso testemunho, impediu a sua desqualificação. No final Moss tinha um
ponto a menos para ser campeão em vez de Hawthorn. Moss nunca foi campeão
mundial...
Texto
retirado da Internet história da fórmula 1
Hoje
em dia Corridas em geral são colecionadas no mundo inteiro, e
principalmente a Fórmula 1, nos Estados Unidos esta corrida não é muito
divulgado o colecionismo americano sobre o tema se concentra na Fórmula
Indy.
O
Colecionismo de Ayrton Senna abre uma exceção e o piloto é colecionado
até hoje.
Veja
o Colecionismo de Ayrton Senna
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