Propaganda, uma Arte no Colecionismo :


O colecionismo do tema propaganda começou em 1950 nos Estados Unidos e chegou a América do Sul em 1956, segundo informações obtidas por pesquisas americanas.

 As primeiras imagens promocionais datam do século XIX, o colecionismo deste tema é dividido em diferentes categorias ou itens de acordo com o interesse do colecionador.

O chamado colecionismo das Trade Marks ou a marca do negócio são as coleções que tem por referencia o logotipo de uma empresa, produto ou serviço. Para o colecionador clássico deste tema  o que importa são as propagandas originais que podem ser colecionadas em várias peças como rótulos, pôsteres, placas de metal, embalagens, cartões, páginas de revistas originais e muitos outros itens.

A marca do produto a ser colecionado, a opção por determinada época ou o tema ou até mesmo a forma como esta coleção irá se desenvolver são fatores que neste caso depende principalmente do poder aquisitivo do colecionador e do grau de paixão ou de vontade de investir no assunto.

A maioria dos colecionadores de propaganda e principalmente as lançadas no  final do século XVIII e início do XIX, esta na categoria dos empresários, sexo masculino, faixa etária de 30 a 70 anos, e é considerado um dos mais caros itens a ser colecionado movimentando uma grande quantia nas grandes casas de leilões chegando mesmo a ser comparado ao colecionismo de obras de Arte pelo montante movimentado mensalmente.

TEMAS MAIS PROCURADOS

Os temas mais procurados pelos colecionadores são: Refrigerantes em geral, automóveis, pôsteres cinematográficos e outros materiais promocionais de cinema, embalagens de diferentes produtos, flâmulas e muitas formas de publicidade. A época preferida das coleções clássicas é ainda o século XIX e início do XX. o período da Belle Epoque e Art Noveau favorecem também verdadeiras obras de arte ligadas ao tema.

Com o aumento do colecionismo e principalmente deste tema em questão houve uma supervalorização financeira e cultural de 20 anos para cá, principalmente de itens originais, é importante lembrar que para a escola americana que estuda o colecionismo, páginas, revistas e jornais com publicidade do século XIX e XX são considerados originais.

As propagandas do século XIX como por exemplo um cartaz original promocional do Xarope do Dr. Pemberton datando de 1886, Xarope este que curava todos os males da alma e do corpo e  mais tarde iria se transformar no famoso líquido chamado Coca Cola, chega a alcançar a cifra de 150 mil dólares em um leilão de colecionadores.

As fascinantes e artesanais propagandas feitas à mão e portanto únicas que datam do século XVIII, são verdadeiras obras que retratam os valores culturais e estéticos de uma cultura, estes itens apenas alguns raros colecionadores podem se dar ao luxo de possui-las em suas coleções. Esta publicidades visualmente se apresentavam na forma de pequenos manuscritos divulgavam a qualidade de um produto ou de um serviço em complicados textos com exemplos dramáticos tanto do produto como de sua utilização.

A FASE ÁUREA DA PROPAGANDA NO BRASIL

Tivemos o momento de melhor representação da Estética na propaganda no início do século XX e no final do século XIX, principalmente com as coloridas marcas de cigarro como Veado, Dalila, Yolanda e muitos outros produtos como Cartões Postais que os ricos fazendeiros deveriam se encantar e consumirem em grande escala.

O auge da beleza estética promocional no Brasil se deu com  a Belle Epoque e a década de 30, propagandas estas que tiveram muita influencia no estilo de vida do Brasileiro, com a chegada da 1ª Guerra Mundial prevaleceram os famosos posters tratando o tema em diferentes enfoques como convocação, frases, mensagens de incentivo etc. A segunda Guerra Mundial trouxe um esfriamento geral no comercio e na Industria e como conseqüência nas propagandas que voltaram a florescer somente depois de 1945.

Com o pós-guerra vem a paixão por Hollywood e seu colecionismo do cinema nostálgico.

O BRASIL TEM AS DISPUTADAS PROPAGANDAS DE ESCRAVOS

Infelizmente houve uma época em que os negros eram vendidos como mercadorias e como tal era divulgada em grandes jornais do século XIX ou na forma de litografias coloridas eram fixadas nos Armarinhos de secos e molhados esta forma cruel de divulgação do comércio do ser humano é hoje disputada por colecionadores do mundo inteiro assim como os famosos cartazes do Velho Oeste Americano onde a Cabeça dos procurados era disputada por caçadores de recompensa ou por Xerifes de condados da época.

Texto Renata Lima  

 

Acervo Fotográfico:

 

 

O Instituto de Pesquisa do Colecionismo lança um desafio aos profissionais do marketing, para que respondam a seguinte pergunta:

O que causa mais impacto no consumidos, Revistas originais antigas como estas trazendo propaganda de produtos centenários onde palavras são dispensáveis para provar idoneidade e utilização por décadas.

Ou mirabolantes campanhas publicitárias para provar através de atores que estes produtos são centenários, idôneos e úteis?

O IPC convida as grandes agencias publicitárias que conheçam as famosas coleções destas revistas e jornais e patrocinem exposições onde sem palavras seu produto será o fator principal.