Carros antigos máquinas maravilhosas.

Cada lançamento de um carro novo, vinha cercado de mistério e principalmente de supertição quanto ao nome, como uma marca de identificação com o usuário precedia também de algo sobrenatural em seu conteúdo.

O nome é na realidade a personalidade do carro, mas para os primeiros fabricantes que tratavam este lançamento como algo pessoal, esta identificação tinha antes de tudo que invocar algo ligado a sorte e a fator pessoal de seus fabricantes e com o modelo apresentado.

Buscando a perfeição nesta grandiosidade de escolha que era o nome vinha à parte da aceitação que era puramente um caso de sorte, neste momento conceitos atuais de Marketing de venda ainda não existiam, as propagandas eram feitas em forma de textos apelativos e figuras dramáticas.

Estes fabricantes buscavam através do nome do carro uma identificação intima e apelativa de venda direta, e esta aceitação apenas um golpe bom da sorte.

Mercedes por exemplo, era o nome da filha adolescente do projetista do carro, Rolls Royce era a sociedade entre Mr. Rolls e Mr. Royce, Ford como todos sabem é de Henry Ford, Lincoln do presidente Abrahan Lincon e assim por diante os nomes iam sendo escolhidos.

Dando segmento a este habito da época um fabricante alemão que tinha desenvolvido um projeto de um carro simples perante aos Mercedes, e Rolls Royce que se apresentava se vê em uma situação bastante difícil, estava definido que estes carros já existentes pertenciam a um consumidor de grande poder aquisitivo, porque estas marcas já nasceram caras. Surge então o carro do povo que também se incluía nesta questão tão difícil que era o nome, paralelo a isto este momento invocava no Brasil  um nacionalismo por parte das classes populares que viam com olhos críticos  as invenções estrangeiras, e uma grande divisão de classes através da ostentação de bens de consumo, e este carrinho que estava para surgir tinha que ter: um nome que desse sorte, com as características alemãs e agradar ao nacionalismo das classes populares no Brasil. Assim surgiu o Wolkswagem que literalmente significa o carro do povo e assim foi, hoje ele tem vários nomes, fusca o Zé do Caixão como era chamado o fusca quatro portas, os apelidos também cercam os lançamentos.

Ford bigode quem não ouviu falar? As jardineiras? E Marta Rocha seria somente uma mis? Belo Antonio era o Sinca Chambord e assim até hoje grandes empresas de marketing buscam através dos nomes atingir o publico a diferença é que hoje confiam em pesquisas e no início do século confiavam na sorte e em Deus.