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Transtorno Obsessivo Compulsivo TOC e o Colecionismo.
Desde que comecei a ver
na Internet, em revistas médicas, em teses e outras formas de construção de
idéias científicas que o colecionador é um portador de Toc.
Fiquei preocupada com a
falta de informação da área médica sobre a ciência do
colecionismo. E engraçado o fato de
que principalmente no Brasil quando pensamos em cultura, itens culturais, saber
erudito, nos referimos logo aos quadros as grandes operas, aos livros etc. Mas
isto também é colecionismo esqueceram? E o inverso, por
exemplo, papeis de bala, selos, figurinhas, cards não retratam também uma
época? A arte não se faz pela
retratação de uma época? Porque pensar em blasfêmia ao trocar um quadro de
Picasso de um museu e colocar um papel de bala? O fator econômico? Então se é
apenas um fator econômico porque chamar o colecionador destes itens tidos como
infantis de obsessivo portador de toc? e um colecionador de quadros, livros,
jóias etc. como erudito? Já esta na hora de dar o
devido lugar aos itens que como em colchas de retalhos vão formando a historia
da humanidade, e se tiramos o fator econômico uma obra de Picasso ou um papel de
bala lindamente desenhados tem os mesmo valores artísticos e culturais ao
retratar o momento de uma cultura ou
sociedade. A teoria critica quanto
à indústria cultural tem que ser refeita e modernizada, os paradigmas de
formação da cultura precisam mudar para que os itens marginais a estas teorias
assumam seus devidos lugares. Hoje em varias áreas a
cultura erudito já deu lugar a cultura de massa, mas no colecionismo ainda não,
surgem teses e maia teses da doença do colecionador de pequenos itens um
ajuntador de tralhas. Vamos ordenar um ponto
aqui? Não sou uma cientista da
área médica, portanto nada entendo, mas sou sim uma especialista na ciência do
colecionismo. Portanto chamar o
ajuntador de tralha de colecionador é o mesmo que dizer “ subir para cima,
descer para baixo”. Esta errado, o
colecionador que pode ser de quadros, jóias, livros ou “tralhas” como a área
médica prefere chamar, para ter o nome de colecionador tem que ter métodos
científicos para com a sua coleção. É bom lembrar ainda que
a maioria dos grandes artistas hoje cultuados por milhões de dólares em vida
passou à mesma fome que hoje passa a cultura do
colecionismo. É completamente errado
tentar unir a palavra capitalismo a colecionismo como se o ajuntador fosse um
colecionador consumista, obsessivo, compulsivo, vamos colocar as coisas nos seus
devidos lugares ou ele é colecionador ou ajuntador, ou é consumista ou
colecionador as duas coisas não da pra ele ser pois existem uma enorme
incompatibilidade ai. Houve uma época que o
colecionismo não era se quer mencionado no meio acadêmico. Hoje é tão fartamente
comentado e cada um tenta encaixar o seu saber especifico na complexidade do
colecionismo. Na área de psicologia
então parece que abriram à porta das aberrações, já li coisas
como: “O colecionador é um
ajuntador de tralhas, compulsivo, um dos sintomas do toc é o colecionismo” e por
ai vai. Vamos refletir um Pouco?
Seria o falecido Dr. Roberto Marinho um homem com um alto transtorno obsessivo
por colecionar quadros, obras de arte? O Consagrado
bibliográfico Midllin também? Quem coleciona
figurinhas, cards, selos moedas chaveiros e outros itens tidos pelos dogmas
antigos da cultura como menores seriam todos
doentes? Deixo este texto para
uma reflexão acadêmicos dos senhores da área médica e peço que ao elaborarem os
tratados consulte um especialista na Cultura do Colecionismo, que hoje é
notoriamente uma ciência. Vocês conhecem os casos
de cura pelas coleções, de como da prazer colecionar? Que o colecionador não tem
ressaca moral? O colecionador não envelhece? O colecionador vive intensamente
sua coleção criando em seu organismo uma química do
rejuvenescimento? . A palavra Fetiche
então aparece centenas de vezes, será que gastar milhões de dólares com museus
como o Louvre para guardar obras de arte é fetiche de alguém?
Ou so seria transtorno
ou um tipo de feitiche se la estivem: centenas de álbuns de figurinhas? Tudo é
arte é retrato de uma época. Deixo este texto para
uma reflexão aos que querem entrar na cultura do colecionismo agora, pois já
estamos nela desde a década de 80. Renata
Lima
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