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A Magia da Revista no Brasil Copyright 1992 by Renata Lima Luiz Fernando Fernandes Ribeiro (em memória) Projeto Gráfico – Sergio Caetano de Moura Fotografia – Maria da Penha Rodrigues Costa e Roberto Jesus Composição – Célia Maria de Moraes Revisão – Carmem Navarro Rivas Capa – Sérgio Caetano de Moura EX libris – Fernando Vasconcelos Gráfica Norven Os textos de época forma reproduzidos com grafia original. Agradecimentos Queremos também registrar nosso agradecimento a todos aqueles que nos ajudaram na realização deste trabalho. Deles ou recebemos a experiência profissional e sua grata participação cada um em sua área de atuação, ou outras vezes o estímulo de uma palavra amiga e confiante, mas sempre com substanciais contribuições. São Eles: Nancy Assemany, Yolanda Roberto, Marta Seabra Fagundes, Maria Cândida Drummond, Mabel Imbassahy, Jeorgina Gentil Rodrigues, Yvete Maria da Silva, Ciro Vilanova Benigno, sem a ajuda dos quais não seria possível a elaboração deste trabalho. Os autores. Algumas Palavras A idéia deste livro não surgiu da noite para o dia. A oportunidade de trabalhar em feiras de antiguidades, com stand específico de revistas, jornais, documentos e propagandas antigas além de uma infinidade de coisas ligadas ao papel antigo, facilitou poder registrar sempre o mesmo tipo de reação comum, a todas as faixas etárias e classes sociais. Basicamente, ao circular entre cristais e pratas, as pessoas olhavam para
o papel e seguiam Observando tudo, percebemos que havia uma lacuna na história da imprensa, pois existem livros sobre fatos relativos a livros e jornais, mas não sobre as revistas. Este livro quase pediu para existir. Seu intuito é contar como o publico vê a revista antiga e o que pode extrair dela. Não foi nossa pretensão esgotar o assunto ou mesmo transformar em obra didática este livro. Este livro foi o primeiro trabalho da APAG – Associação Para Preservação de Antiguidades Gráficas. Ele só foi possível, porque firmas com a experiência do passado, a estabilidade do presente e a visão do futuro, colaboraram. Foram elas: Unisys, Antártica, Fenaseg e Apag. Como parte do projeto de
restauração Do Instituto de Pesquisa do
Colecionismo A revista IPC volta com toda
força. Seguindo agora uma linha mais
leve Onde será mais um veículo de divulgação
De todo o IPC que esta sendo inteiro
revigorado Participe deste momento envie textos, criticas, Fotos ou Comentários
para Equipe IPC
O mundo Maravilhoso do Imaginário
com a realidade filosófica da cultura. Neste site http://www.brasilcult.pro.br Paulo Bodmer
Nota 10 para a
feira que acontece aos sábados Na
Praça XV no Rio de Janeiro. Realmente o Rio é o berço da Cultura do Colecionismo.
Entrevista com Renata Lima Para o site cuxaxo http://cuxaxo.blogspot.com/search/label/Entrevistas este link leva vc direto a entrevista. Estivemos parados com o IPC, mas não com o desenvolvimento Científico do colecionismo.
O colecionamento na pos modernidade Por Renata
Lima O colecionismo encontra um
posicionamento entre o século XVI e XVII, onde os artistas artífices mecenas e
até mesmo a igreja, interagem. Quanto ao espaço físico temos os
atelieres as capelas e também os espaços onde os objetos eram guardados para
estudos comparativos. Aqui o colecionismo não é analisado
dentro dos parâmetros atuais o que vamos ver largamente mais adiante.
Hoje o colecionamento ou o ato de
colecionar em todos os seus aspectos é um conhecimento do século XIX, em diante,
mas o ato de juntar artefatos ou objetos com um objetivo determinado remota a
origem do homem. Desta maneira vemos o colecionismo como um ato cognitivo
ou seja, o homem em seu intelecto
tem todas as características físicas
para ter à vontade, quase biológica de colecionar. Mas a forma
estruturada foi sendo adquirida com
o saber racional e científico. O colecionador sempre existiu, pois
colecionar é um ato inerente ao ser humano, talvez em tempos modernos pela busca
do saber, mas em tempo de sua existência pela própria curiosidade inata ao ser
humano. Podemos de forma superficial provar
buscando nos estudos arqueológicos do coletor. Dando um salto ao renascimento
podemos humanizar o colecionismo ainda natural e
curioso. René Descartes esboça então a
centralização ao do homem e como conseqüência a busca do seu eu o questionamento
do palpável. Seguido de uma menor temeridade a Deus que surge com o avanço da
ciência. Este individualismo é a busca de
todo o conhecimento que faltava no obscurantismo começa assim a formação de um
cenário ideal para um novo enfoque
dado ao colecionamento. O Colecionismo no Brasil como
cultura e transmissão de tradições é um fato da modernidade, mas isto não quer
dizer que o ato de colecionar seja um fato
moderno. A Arte de colecionar começa a ser
encarada com seriedade entre o século 18 e 19 no Brasil, pois em outros paises,
Paises como Estados Unidos e Europa esta e Europa esta abordagem é bem diferente
conforme vamos ver a seguir. Nos estados unidos e Europa este
hobby é encarado como uma ciência da cultura humana há muitos
séculos. Para muitos pesquisadores o ato de
colecionar é individual e solitário, porem discordo deste ponto de vista uma vez
que pesquisas cientificas concluem no colecionismo um ato de socialização.
O colecionador pode ter uma atitude
solitária para com sua coleção porem o prazer de compartilhar seus bens suas
relíquias seus achados suas historia não acontece sem a interação com o outro
endivido seja ele um outro
colecionador ou não. No renascimento o colecionismo teve
um forte apoio dos colecionadores apoio este que ia muito alem do financeiro
grandes obras que hoje fazem parte de famosas coleções foram criadas no período
renascentista já com o intuito de ser
colecionadas. Hoje sabemos que existe uma grande
diferença ente o colecionador o ajuntador. O colecionador tem uma forma sistemática
ao tratar sua coleção ao e principalmente na busca de novos
itens. O ajuntador é completamente
diferente ele tem apenas a curiosidade sobre certos itens e vai coletando movido
apenas por um interesse momentâneo ou sazonal, parte do objeto para o desejo já
o colecionador tem uma forma sistemática ao tratar sua
coleção. O colecionador vai em busca de seu
objeto de desejo, sempre lembrando o fator econômico é determinante na
complexidade do tema. Podemos tomar como claro exemplo o
colecionador de carros em miniatura na maioria das vezes o que ele gostaria
mesmo de colecionar eram os carros grandes e
verdadeiros. Dentro desta linha ainda podemos
perceber esta diferença com um claro exemplo, jogadores de futebol ou outras
celebridades que ascendem rapidamente passam a colecionar carros, jóias, casas
etc., mas isto não faz deles um colecionador e sim um ajuntador dado à
oportunidade financeira. A curiosidade pode sim levar o ser
humano a se tornar um colecionador profissional porem não é tão simples assim
uma gama de fatores existem entre a curiosidade e a arte de
colecionar. Colecionar é um misto de ânsia do
saber através do ter, através deste ter e saber e que se determina um dos
fatores do colecionismo como um legado cultura e sócio
econômico. O colecionamento transpôs a barreira
do tempo por trazer em si a versatilidade, a sistematização e a interatividade
tão buscada na pos modernidade. Esta visão é antiga, pois Levi –
Straus em sua tese do Pensamento Selvagem refere se ao mito como uma coleção de
restos de fatos, de narrativos presentes na historia de um
grupo. Assim como somos fruto de uma
evolução ao a ciência do colecionismo mesmo em paises onde esta cultura é
milenar não chegou de uma hora para outra. Hoje é difícil imaginarmos um mundo
onde toda fonte do saber venha da observação dos objetos das experiências
empíricas, mas dói justamente esta necessidade de organização de objetos para
melhor compreensão dos fatos que fazem do colecionismo um ato contemporâneo ao
homem da caverna. Texto Renata Lima
Estamos voltando com calma e muita ciência acompanhe o IPC diariamente teremos novidades. Equipe IPC
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