A Magia da Revista no Brasil

1800 a 1945

Copyright 1992 by Renata Lima

Luiz Fernando Fernandes Ribeiro (em memória)

Projeto Gráfico – Sergio Caetano de Moura

Fotografia – Maria da Penha Rodrigues Costa e Roberto Jesus

Composição – Célia Maria de Moraes

Revisão – Carmem Navarro Rivas

Capa – Sérgio Caetano de Moura

EX libris – Fernando Vasconcelos

Gráfica Norven

Os textos de época forma reproduzidos com grafia original.

Agradecimentos

Queremos também registrar nosso agradecimento a todos aqueles que nos ajudaram na realização deste trabalho.

Deles ou recebemos a experiência profissional e sua grata participação cada um em sua área de atuação, ou outras vezes o estímulo de uma palavra amiga e confiante, mas sempre com substanciais contribuições.

São Eles: Nancy Assemany, Yolanda Roberto, Marta Seabra Fagundes, Maria Cândida Drummond, Mabel Imbassahy, Jeorgina Gentil Rodrigues, Yvete Maria da Silva, Ciro Vilanova Benigno, sem a ajuda dos quais não seria possível a elaboração deste trabalho.

Os autores.

Algumas Palavras

A idéia deste livro não surgiu da noite para o dia.

A oportunidade de trabalhar em feiras de antiguidades, com stand específico de revistas, jornais, documentos e propagandas antigas além de uma infinidade de coisas ligadas ao papel antigo, facilitou poder registrar sempre o mesmo tipo de reação comum, a todas as faixas etárias e classes sociais.

Basicamente, ao circular entre cristais e pratas, as pessoas olhavam para o papel e seguiam em frente. Mas algo chamava a atenção e elas voltavam, me sendo possível então registrar os mais diferentes depoimentos.

Observando tudo, percebemos que havia uma lacuna na história da imprensa, pois existem livros sobre fatos relativos a livros e jornais, mas não sobre as revistas.

Este livro quase pediu para existir.

Seu intuito é contar como o publico vê a revista antiga e o que pode extrair dela.

Não foi nossa pretensão esgotar o assunto ou mesmo transformar em obra didática este livro.

 

Este livro foi o primeiro trabalho da APAG – Associação Para Preservação de Antiguidades Gráficas. Ele só foi possível, porque firmas com a experiência do passado, a estabilidade do presente e a visão do futuro, colaboraram.

Foram elas:

Unisys, Antártica, Fenaseg e Apag.

 

Como parte do projeto de restauração

Do Instituto de Pesquisa do Colecionismo

A revista IPC volta com toda força.

Seguindo agora uma linha mais leve

Onde será mais um veículo de divulgação

De todo o IPC que esta sendo inteiro revigorado

Participe deste momento envie textos, criticas,

Fotos ou  Comentários para

 armazemdotempo@yahoo.com.br

Equipe IPC                                                            

 

                                                                             

O mundo Maravilhoso do Imaginário                 

                

com a realidade filosófica da cultura.

Neste site http://www.brasilcult.pro.br

Cultura e Conhecimento à vontade

Paulo Bodmer
Ph.D., Univ. de Praga
                                                Prof. de Cultura da UFRJ                                            
                               Colecionador de Antiguidades Gráficas                          
       e Pequenos Objetos de Conversação

 

Nota 10 para a feira que acontece aos sábados

Na Praça XV no Rio de Janeiro.

Realmente o Rio é o berço da Cultura do Colecionismo.

 

Entrevista com Renata Lima

Para o site cuxaxo

http://cuxaxo.blogspot.com/search/label/Entrevistas

este link leva vc direto a entrevista.

 

Estivemos parados com o IPC, mas não com o desenvolvimento

Científico do colecionismo.

 

O colecionamento na pos modernidade

Por Renata Lima

 

O colecionismo encontra um posicionamento entre o século XVI e XVII, onde os artistas artífices mecenas e até mesmo a igreja, interagem.

 Quanto ao espaço físico temos os atelieres as capelas e também os espaços onde os objetos eram guardados para estudos comparativos.

Aqui o colecionismo não é analisado dentro dos parâmetros atuais o que vamos ver largamente mais adiante.

Hoje o colecionamento ou o ato de colecionar em todos os seus aspectos é um conhecimento do século XIX, em diante, mas o ato de juntar artefatos ou objetos com um objetivo determinado remota a origem do homem. Desta maneira vemos o colecionismo como um ato cognitivo

ou seja, o homem em seu intelecto tem todas as características físicas  para ter à vontade, quase biológica de colecionar. Mas a forma estruturada  foi sendo adquirida com o saber racional e científico.

 

O colecionador sempre existiu, pois colecionar é um ato inerente ao ser humano, talvez em tempos modernos pela busca do saber, mas em tempo de sua existência pela própria curiosidade inata ao ser humano.

Podemos de forma superficial provar buscando nos estudos arqueológicos do coletor.

 

Dando um salto ao renascimento podemos humanizar o colecionismo ainda natural e curioso.

René Descartes esboça então a centralização ao do homem e como conseqüência a busca do seu eu o questionamento do palpável. Seguido de uma menor temeridade a Deus que surge com o avanço da ciência.

Este individualismo é a busca de todo o conhecimento que faltava no obscurantismo começa assim a formação de um cenário ideal para um novo enfoque  dado ao colecionamento.

 

O Colecionismo no Brasil como cultura e transmissão de tradições é um fato da modernidade, mas isto não quer dizer que o ato de colecionar seja um fato moderno.

 

A Arte de colecionar começa a ser encarada com seriedade entre o século 18 e 19 no Brasil, pois em outros paises, Paises como Estados Unidos e Europa esta e Europa esta abordagem é bem diferente conforme vamos ver a seguir.

Nos estados unidos e Europa este hobby é encarado como uma ciência da cultura humana há muitos séculos.

 

Para muitos pesquisadores o ato de colecionar é individual e solitário, porem discordo deste ponto de vista uma vez que pesquisas cientificas concluem no colecionismo um ato de socialização.

O colecionador pode ter uma atitude solitária para com sua coleção porem o prazer de compartilhar seus bens suas relíquias seus achados suas historia não acontece sem a interação com o outro endivido seja ele um outro  colecionador ou não.

 

No renascimento o colecionismo teve um forte apoio dos colecionadores apoio este que ia muito alem do financeiro grandes obras que hoje fazem parte de famosas coleções foram criadas no período renascentista já com o intuito de ser colecionadas.

Hoje sabemos que existe uma grande diferença ente o colecionador o ajuntador.

 O colecionador tem uma forma sistemática ao tratar sua coleção ao e principalmente na busca de novos itens.

O ajuntador é completamente diferente ele tem apenas a curiosidade sobre certos itens e vai coletando movido apenas por um interesse momentâneo ou sazonal, parte do objeto para o desejo já o colecionador tem uma forma sistemática ao tratar sua coleção.

O colecionador vai em busca de seu objeto de desejo, sempre lembrando o fator econômico é determinante na complexidade do tema.

 

 

Podemos tomar como claro exemplo o colecionador de carros em miniatura na maioria das vezes o que ele gostaria mesmo de colecionar eram os carros grandes e verdadeiros.

Dentro desta linha ainda podemos perceber esta diferença com um claro exemplo, jogadores de futebol ou outras celebridades que ascendem rapidamente passam a colecionar carros, jóias, casas etc., mas isto não faz deles um colecionador e sim um ajuntador dado à oportunidade financeira.

 

A curiosidade pode sim levar o ser humano a se tornar um colecionador profissional porem não é tão simples assim uma gama de fatores existem entre a curiosidade e a arte de colecionar.

Colecionar é um misto de ânsia do saber através do ter, através deste ter e saber e que se determina um dos fatores do colecionismo como um legado cultura e sócio econômico.

O colecionamento transpôs a barreira do tempo por trazer em si a versatilidade, a sistematização e a interatividade tão buscada na pos modernidade.

Esta visão é antiga, pois Levi – Straus em sua tese do Pensamento Selvagem refere se ao mito como uma coleção de restos de fatos, de narrativos presentes na historia de um grupo.

Assim como somos fruto de uma evolução ao a ciência do colecionismo mesmo em paises onde esta cultura é milenar não chegou de uma hora para outra.

 

Hoje é difícil imaginarmos um mundo onde toda fonte do saber venha da observação dos objetos das experiências empíricas, mas dói justamente esta necessidade de organização de objetos para melhor compreensão dos fatos que fazem do colecionismo um ato contemporâneo ao homem da caverna.

Texto Renata Lima

 

Estamos voltando com calma e muita ciência acompanhe o IPC diariamente teremos

novidades.

Equipe IPC