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Expansão do Colecionismo O segredo do colecionismo, é a
sistematização em adquirir, catalogar e preservar objetos, idéias ou fatos de
forma seriada, lógica e catalogada. Por ser
o ato de colecionar um fator basicamente emocional o seu profissionalismo requer
uma sistematização, é neste momento que entra a lógica que deve ser aplicada sob
a tutela dos conceitos científicos e acadêmicos sem que o prazer contido neste hobby fique
esquecido. Vamos
nos reportar ao período helênico no momento em que a cultura Grega reinava em
plena expansão trazendo de forma irrefutável um embasamento para o colecionismo
das artes que eram fartas neste período. O
colecionismo é um fator de agregação social por ser originário de um desejo quase irracional de possuir
determinado objeto a busca cria uma sociabilidade necessária às aquisições do
cotidiano do colecionador. Como uma cultura superior a clero, raça
ou condição social cria um vinculo de amizade entre os colecionadores de um
mesmo assunto ou de temas diferentes ao mesmo tempo este convívio social é
movido por uma competitividade em possuir mais e em maior quantidade, esta
sociabilidade e competitividade da origem a formação de Clubes, Sociedades,
Associações e outros agrupamentos em uma determinada
comunidade. Este
movimento que gira em torno da Arte de colecionar traz um sentido de vida onde o
prazer é capaz de libertar o homem dos grandes temores que ele tem a respeito da
vida, da morte de Deus e até mesmo da sua enigmática existência. Enigmas este
que é na maioria das vezes grandes estímulos interno para os
colecionadores. A
sensação que provem do ato de colecionar é prazerosa e gera uma certeza da
tranqüilidade que resgata valores perdidos, que vão além do entendimento da
psicologia moderna ao investimento. É este
movimento que se traduz em uma arte de vida é um componente do prazer estético
histórico e intelectual, e esta trilogia é a formula perfeita para a satisfação
máxima que pode ser alcançada através do ato de
colecionar. Concretiza-se
na ciência do colecionismo o interesse teórico e empírico por uma ou mais de uma
época, e conseqüentemente a uma pesquisa sistemática feita pelo colecionador à
descoberta de novos fatos. Neste momento o ato de colecionar tende a ser um
complexo de observações e estudos que são valorizados a cada peça adquirida para
a continuidade necessária a formação de coleções
profissionais. A Arte
de Colecionar é abordada atualmente como, uma ciência universal que supera entre
outros fatores de segregação a nacionalidade porque trata de desenvolver de forma lógica um
acumulo sistemático de objetos idéias ou fatos. Com a
visão e aplicação do colecionismo como ciência surgem as Escolas e com elas o
enfoque acadêmico. Visão esta que
vai se diversificando em diferentes escolas movidas pela cultura regional
ou a nível mais amplo pelas tradições passadas por toda uma civilização. Os
diferentes enfoques de pesquisa
defendem em tese que o ato
de colecionar como um fator
emocional onde o conhecimento sensível entra em contato direto com o objeto
colecionada, e então fatores externos começam a interagir. O
Humanismo e a Renascença foram movimentos latinos assim como o protestantismo
foi germânico, estes fenômenos tanto religiosos, culturais ou sociais que
ocorreram na realidade para enaltecer o espírito humano dando um claro
positivismo ao homem fornecem
também os parâmetros para a base desta pesquisa. Chegamos
agora ao berço do colecionismo, clássico, a Itália que também é o centro
originário do humanismo ali
despontaram grandes coleções que povoam até hoje o imaginário da humanidade que
gerou um verdadeiro movimento que levava ao ajuntamento de itens repetidos ou
similares principalmente aqueles que expressavam a Arte. O
colecionador busca em sua coleção um retorno a concepção primária das suas
origens dos seus desejos e até mesmo dos anseios de sua primeira infância
acrescidos do desejo de possuir, de saber e investir é um típico caso da caça ao
tesouro perdido em seu mundo psicológico. Podemos
encontrar valores culturais diretamente ligados aos Estereótipos das coleções, que por sua vez tem origem nas
reformas ou nos movimentos Religiosos, sociais ou
Econômicos. Entrando
no âmbito específico do colecionismo podemos começar a entender a origem da
forma expressa do ato de colecionar, onde uma determinada coleção é privilegiada
em um país e desprezada no outro. Esta
questão não é tão simples assim por ser o colecionismo ao mesmo tempo uma
expressão de desejos individuais mas
atingem a coletividade através
de fatores culturais. Voltando
a Itália berço das coleções clássicas foi o famoso espírito de liberdade Latina
da Renascença que difundindo este hobby diversificou pelas Américas, o espírito
de busca presente na maioria dos colecionadores bem
sucedidos. Podemos
encontrar em Giordano Bruno por volta do ano de 1548 a 1600 um profundo
conhecimento do ato de colecionar tendo uma visão que já esboçava o atual
profissionalismo das coleções. Ainda nos reportando ao período da Renascença
temos o momento em que o homem tem um pensamento muito Empírico onde tudo deve
ser testado e comprovado e ai os prazeres de colecionar eram vividos por todos
principalmente a Arte e a Ciência
Natural eram colecionadas. Nesta época o homem nada compreendia e tudo queria
conhecer em uma sabedoria que surgia através das experiências, o ato de
colecionar era mais intuitivo que
formalizado em dogmas. Descarte
dizia que o ajuntamento de coisas hoje conhecido com o nome profissional de
colecionismo levava o homem a um encontro com sua alma. Para ele a essência da
alma cartesiana estava no pensamento e colecionar é um conjunto de fatores que
levam a introspecção e ao mesmo tempo ao popular, uma vez que, é uma atividade
basicamente psíquica e espiritual, o principal fator que é determinante ao
objeto colecionado esta diretamente ligada ao poder econômico do colecionador. É
muito importante entender esta questão básica para uma compreensão dos caminhos
que seguem a mente humana quando o desejo por certo assunto é despertado daí a
colecionar aquele objeto do desejo especificamente irá depender de uma série de
fatores. Na
realidade o que irá colecionar é o permitido pela sua condição na sociedade.um
exemplo clássico é o desejo de um colecionador que quer colecionar quadros de
pintores famosos mas como não dispões de poder econômico suficiente não pode
concretizar seu desejo. Autor: RENATA
LIMA |
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