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O COLECIONISMO NO MUNDO ATRAVÉS DAS CIVILIZAÇÕES
Começar a escrever a trajetória do colecionismo no Brasil significa
fazer uma adaptação a evolução do Collectibles norte americana que foi chegando
lentamente e se infiltrando
naturalmente como uma tendência totalmente ligada a expansão artística e
cultural uma vez que, nossas tradições no ramo estavam apenas ligadas a:
Filatelia,Numismática,Arte, Cartofilia e outros poucos itens ficando os demais
legado erroneamente a categoria de hobby ou mania de
adolescentes.As minorias étnicas sociais e
culturais colecionam agora e são colecionadas este foi o grande passo que
aconteceu especificamente nos últimos cinco anos.O
conceito básico do colecionismo esta diretamente relacionado com a necessidade
do ser humano de possuir coisas ou
alimentar desejos internos, são estados que a principio pode nos parecer como de
extrema carência, que são percebidos, mas a coisa é mais complexa uma vez que, o
homem tem necessidades básicas físicas de alimentação, roupas, calor, segurança
etc. Mas ele
tem também suas necessidades primarias como por exemplo fazer parte de uma sociedade, e a plena
satisfação de seus desejos estes sim são moldados pela cultura e é ai que entra
o teor de coleção de determinado pais ou
cultura, a partir do momento que a sociedade evolui os desejos aumentam
ou pelo menos mudam, é importante nesta hora entendermos que o homem tem desejos
ilimitados de colecionar que são limitados principalmente pelo poder aquisitivo
do colecionador e direcionados pela forma com que ele assimila o meio em que
vive. Uma
coisa é certa as pessoas satisfazem suas necessidades e desejos com o ato de
colecionar. Fomos encontrar nos estudos filosóficas de quatro grandes sucessivas
civilizações que ordenavam um pensamento voltado para a filosofia e também nos
permite em seu estudo mais profundo a constatação de que do colecionismo destas
quatro civilizações surgiram os conceitos atuais de colecionismo das modernas
escolas dando a este hobby um lugar de destaque na compreensão do ser humano e
na sua interação com o meio ambiente e principalmente suas interfaces com os
demais seguimentos.As
civilizações que destacam na pesquisa são Indiana, Clássica, Cristã moderna ou
contemporânea e o fenômeno que se tornou hoje o ato de colecionar gira sem
duvida em torno do legado deixado por estas civilizações em torno de sua
filosofia aplicada.Entender
a Arte de Colecionar é entender a história das ciências positivas. A filosofia a
religião a política, a ética que monta através de um emaranhado de dados todo o
segredo da relação do homem com as coisas e conseqüentemente com a
sociedade. O
colecionismo é hoje visto de forma acadêmica nos Estados Unidos Europa e parte
da América Latina onde uma visão cientifica e metodológica embala este hobby, e
esta foi uma necessidade que se firmou em diferentes
culturas.Voltando
aquela nossa visão de uma divisão das civilizações para um, melhor entendimento
os colecionadores tiveram uma inclinação natural para o ato de
colecionar.
Com
raríssimas exceções grandes coleções tiveram uma influência externa e isenta do
emocional de cada um. Foi no
Oriente que pudemos constatar as primeiras manifestações de um colecionismo
ordenado. Talvez movido pelo fundamento do pensamento Indiano onde a vida e o
mal são fatores de interesse filosóficos que refutam ao surgimento destes povos
baseados na preservação de tradições. Os
livros sagrados da Índia os conhecidos vedas que são colecionados desde sua
composição que data de 2000 a 1000 AC compõem de forma minuciosa os dados para
uma visão que nos direciona ao desenvolvimento cultural da índia que
influenciaram de foram direta a visão cultural e social do
Ocidente. A
América Latina sempre esteve ausente nos relatos das conquistas Européias, como
se a história nunca tivesse sido feita através do Cone
Sul. Na
realidade a Arte e outros movimentos na América Latina somente mais tarde
participariam de um momento de mudanças. E assim vai o colecionismo sendo descoberto na América Latina como uma arte, é fato que agora a Argentina se destacou no Cone Sul e trata o Colecionismo de forma Européia. A forma com que ocorreu a civilização sempre esteve voltada para a preservação da memória e das tradições mas quando os europeus aqui chegaram entre os primeiros passos estava destruição dos índios, principio básico das nossas tradições.
Na
Europa e Estados Unidos a visão do colecionismo era bem diferente já no início
do século o collectibles movimentava tradicionais casas de leilões como Sothebys
e Christies. A
história do colecionismo no Brasil é recente tivemos sim desde o século XIX o
colecionismo de itens tradicionais selos, moedas, cédulas, quadros etc, mas a
visão geral de colecionismo como algo mais que uma brincadeira de criança teve
início na década de 50, e se firmaria com o domínio mundial dos Beatles que
tinha no Brasil um dos maiores contingentes de colecionadores do
tema. O
colecionismo sempre flutuou como uma nevoa sobre a cultura brasileira, mas por
não fazer parte no Brasil do
pensamento coletivo não é passado
de geração a geração.É sabido
que desde o ‘século XIX ou até mesmo fim do XVIII haviam focos isolados de
colecionadores no Brasil.A
segunda guerra mundial detonou literalmente com os primeiros movimentos de
colecionadores, no Brasil que já haviam dado grandes passos embalados pelas
mudanças de conceitos da arte que foram trazidos com a tão conhecida mudança
artística vinda com a Semana da Arte Moderna ocorrida em 1922 em São
Paulo. Já na Europa e Estados Unidos acontecia o inverso as publicações a literatura a idéia de resgatar a história através do colecionismo, principalmente de quadros e gravuras era fato consumado. Agora os
temas colecionados eram: hollywood selo moeda, fotos, mapas, jóias e uma
profusão de temas que alimentavam a cultura do colecionismo, cresce também o
público consumidor de Arte em todo o mundo, a Europa vive uma profusão de
literatura, ensaios jornais, revistas as feiras centenárias agora são invadidas
por colecionadores, era o conceito de ter, ver, manter, preservar ser mantidos
através do colecionismo. Na
década de 30 a bolsa de valores americana sofre a famosa queda é gerou um quebra
financeiro chamado de momento da
depressão norte americana onde os Estados Unidos de repente amanheceu pobre era
uma época em que faltou dinheiro para eles mas sobrou objeto a serem
colecionados, através de entrevista com centenas de americanos alguns que
participaram deste movimento ficou constatado que nunca se colecionou tanto nos
Estados Unidos como na Época da depressão financeira, foi neste momento que
surgiram grandes focos de colecionismo por todo os Estados Unidos a grande casas
de Leilões começavam a investir neste novo produto e não pararam até hoje, era o
pool do colecionismo.Para o
americano acostumado a colecionar ter fatos ou objetos de uma determinada
época,onde o conceito de riqueza é possuir ter ou ser de alguma forma mesmo que
através de toda a simbologia contida em suas coleções, é questão de
sobrevivência difundir esta cultura porque para o americano colecionar é
literalmente deixar um legado a seus filhos seja ele financeiro ou
cultural. A
Europa e Estados Unidos disputavam par a par o avanço e a primazia do
Collectbles. O Brasil
neste momento não estava tão distante assim, e a moda por aqui era colecionar o
tema holywood, o rádio que desde a década de 40 tinha sido impulsionado
principalmente depois da segunda guerra mundial e mais tarde com o advento da
revista do rádio que trazia para os lares brasileiros o glamour dos astros ou
seja dava face àquelas vozes tão ouvidas e queridas e por muitos anos
colecionadas. O
pós-guerra explode o colecionismo no mundo inteiro e são editados grandes
ensaios mas o Brasil ainda se limitava ao tradicional colecionismo de selos,
moedas, cédulas, quadros, carros antigos etc, abrindo apenas uma brecha para o
colecionismo do tema cinema e principalmente Hollywood Chegam
os anos 50 e o Rock de Elvis começa a fazer parte da vida americana e lentamente
de todos na face da Terra. Agora se colecionava selo, moeda, cédulas, quadros,
figurinhas Holywood, Elvis, e muito mais estava assim o Brasil importando a
palavra Collectibles que hoje lutamos por troca-la por Antiguidades Gráficas
.Final
dos anos 50 e início dos anos 60
Nova York torna-se a Capital do Collectibles, cresce também o público
consumidor de Arte em todo o mundo, a Europa vive uma profusão de Literatura,
ensaios, publicações, feiras e tudo mais é invadido pelo fenômeno do
colecionismo. Na
Europa a segunda Guerra tinha atuado de forma dispersiva para o colecionismo,
muita coisa que havia sido construída e um grande espaço que o colecionismo
havia adquirido, com os conhecidos
problemas trazidos a Europa pela segunda guerra haviam sido legados a segundo
plano. A Europa
e Estados Unidos logo se recuperaram e com Elvis Beatles, Coca Cola Ted Beer e
outros o colecionismo agora é uma febre que não iria mais ser contida nestes
países. Na
realidade o colecionismo nos Estados Unidos foi um movimento simétrico e
inabalado que começou no século XVII e não parou até hoje. A década
de60 parecia que iria colocar o Brasil no hank dos países onde o Collectbles era
uma das filosofias de vida, estava em moda o fã – clube uma ramificação do
colecionismo que crescia de forma assustadora, tínhamos agora até o Cinema novo
de representado por Glauber Rocha, mas o Brasil faz parte do Cone Sul e quase
todo o Sul estava em poder dos militares, dos golpistas da repressão e do abuso
do poder, o que tornava mais uma vez questão secundaria o ato de colecionar no
Brasil. O dia a dia da América Latina agora só tem lugar para a política, os problemas sociais, econômicos e principalmente a luta pela sobrevivência perante os atos da ditadura repressiva inibiam esta forma de expressão, e mais uma vez o ato de colecionar retroceda a visão de hobby ou apenas uma excentricidade da puberdade. Enquanto
isto a Europa e Estados Unidos traziam projetos renovadores ao mundo do
Colectibles, onde colecionar já era uma Arte desde o início do
século. Dando um
salto nesta pequena visão de como chegamos onde estamos e para onde devemos ir
entramos na expansão do colecionismo atualmente no mundo e no Brasil é claro que
tem como feedback um aumento do intercambio entre os países e com a globalização
a tendência é que haja um grande crescimento do colecionismo no Brasil adaptado
a cultura brasileira. Estes estudos não podem ser considerados como um produto final e sim um pequeno passo para toda a abrangência deste fenômeno que acompanha a humanidade desde longínquas expressões da história.
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