O requinte de colecionar do cristal ao perfume

 

 

Com características próprias bem definidas. que o equiparam às pedras preciosas, o cristal é um vidro com maior transparência.

O cristal surgiu do acaso no cozimento de peças de cerâmica, pesquisas nos levam a crer que teria surgido no Egito mas na realidade fazem parte daquelas descobertas que não ficarão bem definidas da história das civilizações, para os colecionadores o que importa é o produto de uma fusão da areia com o bicarbonato de sódio que basicamente fazem os ingredientes das maravilhosas peças colecionadas, que vão dos objetos de utilização aos da decoração.Há mais de oito mil anos, o vidro multicolorido foi utilizado na confecção de jóias, que muitas vezes entrava no lugar das pedras preciosas. 

Tudo começou com o vidro soprado descoberto no império romano, possibilitando a criação a principio dos frascos de perfumes muito colecionados atualmente.

A primeira referência histórica de uma fórmula química para a fabricação do vidro data do século 7a.C., num texto encontrado na biblioteca do rei assírio Assurbanipal, que dizia o seguinte"pegue 60 potes de areia, 180 potes de cinza de plantas marítimas, 5 partes de giz. Leve essa mistura em ponto de fusão e você obterá vidro. A cinza das algas era o bicarbonato de sódio, fundamental para a composição química da época.

Mas sabemos que no mundo inteiro existe uma convenção que os colecionadores conhecem muito bem é o vidro que pode ser chamado de cristal. A esta composição foi acrescentado o óxido de chumbo, bário, potássio e zinco. Este é o cristal atual o cristal vem de uma longa história que acompanha o luxo e a superstição.

 

 

O primeiro grande centro do vidro soprado foi o Sidão, no século 1 a.C. A característica mais surpreendente do vidro produzido ali é a decoração quase sempre em relevo.

Logo por todo o mundo se ouvia falar nesta nova invenção. Quando o império romano desabou terminou com ele também a manufatura desta forma que já era quase industrial.

Depois deste momento da história outros vidros surgiram também em diversos cantos do mundo mas a qualidade era bastante inferior ao conhecido na França.

A idade Média trouxe os Alquimistas e com eles o mistério da fórmula já antes conhecida e que já caminhava para formas e designers perfeitos, e as vidraçarias agora ficavam escondidas na floresta, e assim nasceu os vidros Europeus chamados de vidros da floresta.Veneza aparece mais tarde como o centro da fabricação do vidro com a fábrica de murano fabricados em Dodge, e a partir do século XV este vidro veneziano chega a uma arte tal que jamais haviam conseguido, e por ser fino foi chamado de cristalho.

 

 

Com o desenvolvimento da técnica vidreira e com a utilização do chumbo surgiu na metade do século 17, o vidro que hoje denominamos cristal.

Algumas indústrias de cristais como: Baccarat, Lalique e Saint - Louis, na França, Murano na Itália, e também os fabricantes brasileiros nunca abandonaram a filosofia de criar peças cada vez mais refinadas e de acordo com as tendências artísticas de seu tempo.

Bacarat por exemplo tem sua origem em Baco, deus do vinho, Lalique como fábrica iniciou suas atividades em 1909, pelas mãos de René Lalique.

Atualmente o cristal pode chegar a perfeição mas para os colecionadores serão sempre estes antigos fabricantes que irão disputar um lugar em suas coleções.

Aromas e frascos

De Alquimia em Alquimia, ou no acaso do homem pré histórico que jogava ervas no fogo e sentia um aroma diferente, ou através dos egípcios que dominavam a técnica do perfume surgem o liquido que por milhares de anos continua sendo um mistério para o ser humano e seus invólucros colecionados cada vez mais.

Marilyn Monroe costumava dizer que para dormir usava apenas algumas gotas de perfume Chanel 5, para seduzir Julio César e Marco Antônio Cleópatra lançou mão de alguns exemplares escolhidos de sua Imensa coleção de fragrâncias. Cleópatra foi uma das primeiras pessoas a colecionar perfumes, ela colecionava suas fragrâncias em pequenas ânforas as quais iam sendo catalogadas. Para o uso cotidiano ela reservava fragrâncias mais simples e só usava os preferidos de sua coleção em ocasiões especiais ou quando queria seduzir algum pretendente.

No século 17, o Parlamento Inglês vota uma lei que condena a severas penas as mulheres que através de franquias ou outros artifícios induzissem os homens ao casamento.

O perfume mais do que um instrumento de vaidade constitui um dado cultural e histórico. Estas fórmulas misteriosas podem algumas vezes conter mais do que cem componentes alguns em doses tão ínfimas que nem os mais modernos metódos de análise conseguem detectar.

O colecionismo de ferfume assim como a invenção deste líquido aromatizado data de tempos remotos. A perfumaria que hoje se transformou numa poderosa industria encontra suas matérias- primas em diferentes países: o Almíscar por exemplo vem do Tibet, a maioria das essências florais da França, o Veteiver de Java, a canela do Ceilão, pau-rosa do Brasil.

A origem exata do perfume é muito discutida, mas uma coisa é certa, quando o homem primitivo da era do fogo usava determinadas ervas usava determinadas ervas para alimentar fogueiras ele sentia diferentes aromas.

O que aconteceu por acaso passou a ser repetido e a busca de determinado cheiro já era feita até mesmo na época pre-histórica. As essências sintéticas surgiram em 1887, mais para o início do século 20, complexas moléculas aromáticas foram criadas em laboratório e abriram um novo Universo a perfumaria.

Por mais moderna que a industria da perfumaria possa ter chegado manterá sempre a característica de Arte, que como a música toca as sensações humanas.

O colecionismo de vidros ou frascos de perfume pode ser desenvolvido por temas, uma vez que, o desenvolvimento de uma fragrância parte de um tema básico e dai sim vão se somando variações, que dependem  de inúmeros fatores que irão formar o todo.

Muitos não imaginam, mas o perfume tem início com lápis, papel e uma pessoa com uma longa experiência os portadores de grandes griffes só fazem assinar estas verdadeiras obras olfativas.

 



Copyright © 2002 - Instituto de Pesquisa do Colecionismo