Coleção e comércio um velho tabu no Brasil.

 

Não saber como lidar com o lucro financeiro que pode advir do hobby de colecionar, e que esta embutida na Arte e na Cultura vem de raízes filosóficas como se o conceito Eros e Tanatos se fizesse presente para determinar o bem e o mal onde o colecionismo é visto como o “bem”e o comerciante como o “mal. Este é um fenômeno social e cultural, como se fazer negócios com o saber e a arte fosse uma questão de posicionamento moralmente questionável e motivo de marginalização moral ou até mesmo julgamento de caráter.

A conseqüência desta demagogia retrógrada coloca hoje o Brasil em condição de bastante inferioridade no tocante ao colecionismo como fator cultural preservador de tradições, hobby e grande investimento, que através do comercio atuando como parceiro contaram com grandes patrocínios.

O momento atual é de unir o poder Econômico ao poder da cultura, país que não gera divisas através de suas tradições não encontra Feedback no desenvolvimento cultural.

Em 1986 foi desenvolvido por Renata Lima, Carla Dantas e Engenheiro Márcio o projeto “De Volta as Origens” que consistia em viagens regulares da equipe para diferentes países, levando na bagagem muitos itens colecionáveis daqueles respectivos paises que eram trocados por itens brasileiros. Estas trocas foram feitas nas Feiras: Atantic City, Feiras de Nova York, em San Jose na Califórnia, na Filadélfia, em Porto Belo Hoad na Inglaterra, na Feira de San Telmo na Argentina e em centenas de Garage Salles, americanos.

Os itens trazidos para o Brasil eram vendidos para mantenedores de museus, pesquisadores e colecionadores.

A equipe enfrentava muita crítica por estar de alguma forma fazendo comércio com a cultura, mas hoje esta reconhecida de forma definitiva a importância de quase 10 anos que este projeto resgatou peças brasileiras espalhadas por todo o mundo.

O Brasil só estará entrando no primeiro mundo pela porta da frente quando ficar entendido que além de café, banana e jogadores podemos exportar nossa cultura.

E o intercambio que já acontece entre colecionadores brasileiros e o mundo já é uma realidade.

O comércio no colecionismo é fator decorrente da Arte de Colecionar o que temos que rever é a ética e o colecionismo, aplicando valores básicos de respeito e convívio o comércio no colecionismo só tem a beneficiar esta arte.

Começar a colecionar com o intuito de enriquecer é totalmente desaconselhável, e perigoso mas fazer uma venda consciente ou comprar um determinado item para vender e obter com esta verba itens para sua coleção é uma prática natural e praticada por sociedades que já não trazem mais uma retrograda e demagógica visão da Arte de Colecionar.

Texto Renata LIma



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