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Colecionismo e Demais Ciências : "Este seção fala do Colecionismo e suas interligações com os demais segmentos." MARKETING E COLECIONISMO: Diante de um mercado globalizado e competitivo onde todos os produtos parecem ter a mesma cara, o Marketing busca alternativas dentro desta mesmice apresentada ao consumidor que esta cada vez mais exigente e conhecedor de seus direitos. Fazer uso do colecionismo como um dos apelos de vendas é criar para a empresa ou para o produto uma atmosfera de inteligência e Cultura e também através do estimulo psicológicos favorecido pelas coleções, principalmente aproxima o consumidor desta empresa ou produto porque normalmente quem coleciona se torna parceiro. Temos um exemplo clássico e real que aconteceu com nossa equipe quando lançamos o livro “A Magia da Revista no Brasil”, tínhamos como patrocinadores a FENASEG federação de seguros, Antártica entre outras, no lançamento do livro fazemos uma exposição de revistas do final do século XIX e início do XX onde propagandas originais destas épocas de empresas como, SulAmerica Seguros, Guaraná Antártica e outras apareciam naturalmente nas paginas das revistas, o resultado foi surpreendente as pessoas demonstravam surpresa e satisfação ao constatarem a idoneidade centenária daquelas empresas. O que ficou claro neste momento é que uma exposição de revistas antigas onde as propagandas estavam como comprovantes de idoneidades falaram de forma mais direta ao público do que campanhas publicitárias que insinuam esta idoneidade. A globalização ao mesmo tempo em que aproxima o produto do consumidor final, trouxe também uma massificação de informações quase com as mesmas linguagens e imagens para todos os produtos que correm atrás de um selo Maximo de qualidade mundialmente reconhecido. Qualidade, bom preço e estética são hoje obrigações básicas em estratégia de vendas, onde os consumidores buscam uma maior identificação com o produto que irá adquirir é esta aplicação do conceito de Marketing de aproximação que nada mais é do que buscar um ambiente familiar entre a marca e o cliente que quer sentir uma atmosfera de inteligência e de cultura que o identifique com o produto. É nesta hora que as coleções podem ajudar e muito como pano de fundo desta inovação perante o cliente. Mas o Marketing de venda atualmente faz uso de forma direta do apelo da palavra coleção, como podemos ver em produtos como: A Coca cola faz uso do colecionismo como fator de venda há muito tempo com suas garrafinhas, com latas específicas para colecionadores, álbuns de figurinhas e muito mais. A boneca Barbie é outro exemplo clássico projetada para ser brinquedo de criança ganhou a admiração de colecionadores em 122 países, neste momento o apelo de venda exacerba o desejo do homem de possuir determinado produto e ainda por cima coleciona-lo ou colecionar objetos oferecidos através deste produto. O chocolate Ferrero teve uma explosão de vendas ao lançar sua galinha dos ovos de ouro o Kinder ovo onde dentro do chocolate são encontrados pequenos objetos plásticos para serem colecionados, a principio as coleções ligada a marketing de venda visa o publico infantil mas acaba atingindo o adulto como é o caso do chocolate Surpresa que lançou uns cartões retangulares com a figura de animais, estes cartões são colecionados hoje por maiores de idade. Os tazos encontrados dentro dos envelopes de salgadinhos de determinadas marcas são fatores impulsionadores destes produtos, a gelatina Sol lançou em 1983 a turma da Mônica onde cada pacote trazia uma figurinha do Jogo. Este método é antigo quem não ouviu falar nas famosas coleções de figurinhas da bala Fruna? Ou das Estrelas de Hollywood estampadas nas figuras do sabonete Gessy Lever? E as Estampas Eucalol do sabonete que levava seu nome? Tudo isto é Marketing e Colecionismo. A Coca Cola ia muito mais longe lançava sua campanha publicitária encima do momento em que o respectivo país onde estava à venda via, esta por exemplo é uma modelo de campanha publicitária da Coca Cola durante a guerra. Mas o grande negocio mesmo do Marketing e do Colecionismo esta na junção perfeita com os brindes ou seja ao se comprar determinados produtos se leva algo para colecionar, como navios, perfumes, bonecas, CDs, álbuns e agora DVDs. Alguns pesquisadores dizem que esta forma de venda é recente e teria começado na Europa através de várias coleções existentes podemos constatar que este apelo de venda já era usado desde o inicio do século XX e em diferentes partes do mundo inclusive o Brasil. O Marketing de venda através do colecionismo ainda não foi explorado em seu mais importante potencial que são os itens originais falando por si mesmo como por exemplo esta revista Careta de outubro de 1939 trás as propagandas originais do creme Nivia, é preciso uma campanha mirabolante para provar que este creme existe no mercado a pelo menos há 63 anos? O mesmo acontece com a Maisena esta é uma propaganda original de 1938. COLECIONISMO E A INFORMÁTICA: O Colecionismo se expandiu tanto que precisamos entender exatamente o significado desta nova visão. A informática se encarregou de difundir este comportamento para um grande número de pessoas em um pequeno espaço de tempo. DECORAÇÃO
E COLEÇÃO: A
Arte de colecionar esta diretamente ligada a vários tipos de decorações
sejam elas temáticas para ambientes como é o caso de alguns
restaurantes que usam coleções para decorar, assim como decoradores
que usam a estética do colecionismo em seu trabalho Henry Ford era um colecionador inveterado, colecionava muitos objetos entre eles valiosos quadros e esculturas, mas também era apaixonado por selos, rótulos, cards, embalagens e manuscritos (Antiguidades Gráficas). A maioria das reportagens biográficas e outros textos que falam de Henry Ford mencionam apenas a sua famosa pinacoteca como sendo seu objeto de colecionismo, mas entre seu patrimônio se encontra 8000 rótulos raros, 600 cards do século XIX, selos, moedas e muitas outras raridades. É dele também a famosa frase que todo colecionador conhece: “A maneira que encontrei para ver e estar sempre com minhas coleções foi decorar minhas residências e meu escritório com elas”. Os adornos em sua maioria são usados como decoração e alguns são colecionáveis. A decoração temática ou seja ambientes decorados com um determinado tema como por exemplo bares serem decorados no estilo da década de 50 em sua maioria é a coleção do proprietário que faz esta decoração. Todo decorador americano sabe que ao decorar um ambiente de alguém na faixa etária de 30 anos em diante não pode deixar faltar uma vitrine para as coleções em um canto ou vários cantos da sala. Texto de Pedro Humberto
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